
Aqui onde o tempo não passa, onde o tempo não existe, sobrevive. Nesse lugar onde o tempo vaga, incerto, entre aconteceu, acontece e acontecerá. Aqui minha cama é um limbo onde verão e inverno estão suspensos, sem saber o que fazer. Eles boiam a margem de qualquer dignidade ou desprezo. Giram tão depressa que é quase impossivel nota-los.
Com a volta de antigos hábitos resurgem antigos dons. Agora, esse prazer que vem da dor já me é familiar. Agora, o amor que faço é o que me da forçar pra escrever. Nesse limbo de sentimentos onde nada se sente, nada dói, nada se alegra tudo se esvai. Indiferente as batidas do vento na janela, indiferente a tudo que esteja mais proximo que a lua. Lunaticos, todos eles.
Isolada como tendem todos da familia, onde suas proprias estações pairam poeirentas, se misturam, se confundem, se entrelaçam, se amassam, nada mais lhe parece indecente. Nem ao menos aquilo à que um dia disse veementemente não. Ali, nada lhe parece errado exceto esse medo de perder a figura de inocente.
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