lunes, 20 de octubre de 2008

O nascer da poesia.

Minha poesia é concreta, tem textura, cor, cheiro e sabor. É moldavel, maleavel, bonita feito flor. Como energia cosmica, śo esta a espera que eu a de forma. Sobre a minha existencia ela se deposita e quando a toco com as pontas dos dedos, ela se contrai, distende e entende. Se deixar manipular como minha propria mente.
Assim ela se faz liquida, gasosa e ao mesmo tempo solida. E num estalar de dedos, se torna plasma e começa a flutuar. Quando já no alto, se transforma em serpentina, floreia meus pensamentos sem querer parar. Escreve em minhas paredes, como que por conta propria. Pixa meus muros, faz noticias de jornais, cria dramaturgias inteiras apenas no ohar.
É nesse momento em que entram os cheiros. Corriqueiors e exoticos, provocando minha amiga, eles sobem por entre minhas pernas, esquentando-as, contornado-as torneando-as, até, encontrarem um espaço e entrarem dentro de mim. Apartir dai eu os modifico de acordo com a minha poesia.
Nesse breve espaço de paz, surge então a cor. Bela invenção da retina, esse espetaculo que transforma a nossa visão. Começa fraca e aos poucos se adensa. Novas matizes surgem e ao contrario da pureza da nevoa inicial, a cor passa a se movimentar, a soar profana e jurar ser boa de cama.
Então, de repente, tudo se desfaz, se esvai. Discretamente, escorrendo pelo ralo, minha poesia se despede. Adeus queridas palavras! Esse curto tempo de dominio sobre voces me enlouquece e me fascina.

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