Nessa masturbação de egos nosso amor cresce. Enquanto enalteço teu brilho, te estimulo a crescer, em duplo sentido, tu me ergues, me levas ao topo. Vais me ganhando aos poucos.
Pois quando ao apice dos elogios chegamos, por fim paramos, exaustos, sem folego, com os corpos colados, melados, mas satisfeitos com o efeito final. Efeito esse, quase sempre, um arco-iris de amor, uma chuva de prata. Então, extasiados, roucos, com menos fogo, podemos amar de coração, como se atrevem os loucos e poetas.
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